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O grande poder transformador

Written on 1 December 2007 by

Como o mundo realmente funciona Um show de informação útil por R$10,95. Este é o valor da edição 907 da revista Exame em seu especial de aniversário. “Como o mundo realmente funciona”, sua chamada de capa, poderia ser vista como mais um exagero em busca de vendagem. Não dessa vez.A proposta de mostrar os diferentes aspectos da globalização nos mais diversos cenários é cumprida à risca.

Passeando por negócios, finanças, consumo, tecnologia, cultura, geopolítica (etc, etc, etc) e findando em sustentabilidade, as facetas da globalização vão sendo discutidas com autoridade.

Precisaria de alguns vários posts para comentar, com o mínimo de clareza, as ( pasmem! ) 226 páginas dessa edição. Isso tudo agravado ao fato da revista ser quinzenal. Por isso resolvi falar de apenas alguns artigos cujo tema deram nome ao título do post… pra ser mais sincero, o título vem da música de Caetano Veloso, Desde que o samba é Samba. O que nada tem a ver com o texto, foi apenas inspiração mesmo.

Compartilhar informação é poder. Intitulado por Vinton Cerf, autor de feitos como o protocolo IP e a vice-presidência do Google, o artigo trata do poder da disseminação do conhecimento, causado pela internet.

Segundo o artigo, após derrubar barreiras entre as pessoas e a informação, a internet democratizou o acesso ao conhecimento humano. Isso tem sido tão evidente que podemos considerar suas palavras como um dos mais novos clichês modernos. Porém o artigo não tem o intuito de ser repetitivo, muito menos redundante. Muito pelo contrário. Repleto de “previsões do futuro” e afirmações, pertinentes apenas quando se trata de um dos arquitetos da internet, o artigo trata de um tema já surrado, de forma inovadora.

Uma parte da fonte da energia dessa revolução causada pela internet é a introdução das redes sociais em nosso mundo virtual. E isso já me dá a deixa para um outro artigo da edição.

A era da internet social.

A globalização deu vida a fenômenos como o Facebook, Orkut (em menor proporção) e MySpace que, em pouco tempo, angariaram milhões de usuários por todo o mundo e movimentaram (e movimentam) milhões de doláres anualmente.

Mas até que ponto podemos considerar isso algo relevante às nossas vidas? Em resposta à isso Chris Wolfe, criador do MySpace, disse à Exame: -”As redes serão cada vez mais a porta para a web”.

É inevitável e visível que as redes socias vem modificando a forma como as coisas acontecem na web. E isso, cada vez mais, atrai os olhares de investidores.

Partindo disso, terrenos extramamente férteis são vorazmente ocupados. O Brasil é a bola da vez. O MySpace, ao fim do ano, tentará tomar um mercado completamente dominado pelo Orkut. Será, no mínimo, interessante acompanhar essa “briga”.

Se informação ERA poder, estamos diante de um novo Grande Poder, onde sua força vem do compartilhamento, da disseminação. Um grande poder transformador.


As Ruínas

Written on 30 November 2007 by

As Ruínas - Scott Smith“Um longo e desesperado grito de horror”. Este foi o comentário feito por, nada mais nada menos. que Stephen King sobre o livro As Ruínas de Scott Smith.

Ao fim da 367a página chego a conclusão que o comentário foi um tanto quanto exagerado.

Deixe-me explicar.

O livro é muito bom, a história muito interessante mas, em se tratando de terror, está longe , por exemplo, de 666 – O Limiar do Inferno de Jay Anson. ( quem sabe ele também gere um novo post )

O livro conta a história de 4 amigos que resolveram viajar à Cancun e lá conhecem o misterioso alemão Mathias, cujo irmão está desaparecido, e um grego que não fala uma palavra sequer de inglês o que torna a história ainda mais agoniante. Leia o livro e saiba o porquê.

Como uma boa história de terror, 2 casais e um desconhecido compõe o “elenco”. Claro que foi uma forçação de barra colocarem um alemão como pseudo-vilão da história, mas as coisas vão mudando com o desenrolar do livro ( não irei estragar nada contando as tramóias do autor).

Após alguns poucos dias os 6 ( o grego resolve unir-se ao grupo ) saem à procura do irmão de Mathias. Horas de caminhada mais tarde, deparam-se com o que será o cenário de toda a ficção. O alto de uma colina cercada por rancheiros maias que não permitem que eles saiam. Tudo fica ainda mais intrigante ( reparem, eu disse: “intrigante” ) quando eles encontram vários corpos de arqueólogos mortos por todo o morro. Um enigma toma conta da história por várias páginas: quem matou toda aquela gente?

Algo parece os observar todo o tempo. Algo irreal.

Tornando seus dias mais difíceis, causando intrigas, acidentes, esse “ser” segue protagonizando os momentos mais tensos e apreensivos do livro.

Entre indas e vindas de suspense, o racionamento de comida e água requinta a infeliz jornada dos jovens.

Muito interessante às vezes. Cansativo outras tantas.

Assim segue o livro: nas prateleiras dos “Mais Vendidos” e despertando o interesse dos aficcionados por um bom suspense.


Gerenciamento de Tempo

Written on 27 November 2007 by

Gerenciamento de Tempo Já havia algum tempo que o tempo estava se tornando um problema pra mim. E pra quem nao é?

Um milhão de coisas para se fazer e quando se dá conta o dia já acabou. E isso se repete por dias e dias, as tarefas vão se acumulando… caos.

Bom, dizem que o primeiro passo para se corrigir um problema é admiti-lo.

Passeando pelos corredores da Leitura, encontrei um livro cujo título muito me atraiu: Gerenciamento de Tempo de Melissa Raffoni.

Li o resumo e em poucos segundos estava decidido.

“Concentre nos objetivos.”. ”Evite distrações”. ”Organize seu tempo”. Perfeito. Caiu como uma luva.

Claro que deixei pra ler o livro no domingo, afinal, nada melhor do que uma bela segunda-feira para aplicar os conceitos aprendidos.

A proposta do livro é interessantíssima e o conteúdo não deixou a desejar. Óbvio que nenhuma fórmula mágica é ensinada, mas detalhes que passam despercebidos no nosso dia-a-dia são destacados. É impressionante como após realizar a tarefa de Auditoria do seu Tempo, indicada pela autora como o primeiro passo para gerenciar com eficácia seu tempo, você percebe quanto do seu dia é desperdiçado com atividades inúteis, tolas. Isso causa aquela sensação de que você não fez nada de útil durante o dia. Na verdade você não fez nada que lhe ajudasse a alcançar seus objetivos.

Falemos agora do meu tema favorito, a procrastinação. É fato que temos a tendência de adiar atividades não muito agradáveis, mas em excesso, isso pode se tornar um mal. É partindo disso que autora oferece uma tabela apresentando Sintomas e Soluções para auxiliar no combate à procrastinação.

Ferramentas ( e funcionam ) que auxiliam na árdua jornada de tornar o tempo um aliado, são apresentadas durante todo o livro. Planilhas, anotações e gráficos. Todos sempre muito simples e fáceis de se criar.

O livro tende um pouco para o lado profissional, mas com um pouco de abstração pode ser aplicado na vida pessoal com extrema facilidade.

Enfim, um livro que deve ser lido por aqueles que não sabem ou acham que sabem gerenciar seu tempo.

Me despeço deixando uma frase de Benjamin Franklin citada no livro:

 

Amais a vida ? Então, não esbanjeis vosso tempo, porque é dele que é feita a vida”



Tecnologia x Liberdade

Written on 27 November 2007 by

Capa Creio que muitos dos assinantes da Revista Exame encontram-se na confortável situação de folhear com um certo desprezo algumas páginas da revista. Digo isso não pelo conteúdo, não pelos artigos , que por sinal são muito bons , mas por questões de foco. Me dou ao luxo de não ler 13 páginas pra saber que o Santander é hoje o banco com perfil mais agressivo no mercado, muito menos o impacto que isso terá no mercado financeiro… me basta a informação.

É claro que agora surge a inevitável pergunta: - “Então porque diabos você a assina ?”. Mais uma vez : Foco.

Consigo ler sobre gestão sustentável e por “osmose” entender como a mesma é aplicada na Unilever, por exemplo, ou mascarada, no caso da Ipiranga ( vide o cartão Ipiranga Carbono Zero ) . Enfim, leio sobre assuntos que gosto e “por tabela” absorvo conhecimento que dificilmente me causaria interesse por si só.

Geralmente assim que a revista chega vou diretamente à seção de Tecnologia, mas com a edição deste mês foi diferente. Não sei o motivo.

A seção Livros tratava sobre o assunto Estratégia e para meu espanto apresentou um livro muito interessante. Confesso que já havia ouvido falar dele , talvez em algum café após o almoço ou até mesmo em algum happy hour da vida. Enfim, provavelmente o tenha colocado junto ao amontoado de coisas que pretendia ler e acabei esquecendo.

O nome do Livro é The Strategy Paradox – Why Committing to Success Leads to Failure and What to do About It de Michael E. Raynor.

Claro que não irei “resumir” o resumo já feito na revista, mas o que me chamou a atenção, mesmo ainda não tendo lido o livro foi o seguinte fato: em um trecho da reportagem a repórter Melina Costa, descreve, usando palavras do autor, o ponto de partida do livro como “a tese de que modelos de negócio, por mais bem estruturados que sejam, podem desabar diante de mudanças drásticas no mercado”. ”Na opinião dele, as estratégias das empresas mais bem sucedidas guardam similaridades impressionantes com àquelas que originaram fracassos retumbantes. A diferença entre os extremos é: sorte.”

Sorte? Às vezes é tudo uma questão de conceito.

Na mesma edição, o editor Sergio Teixeira Jr, na seção Tecnologia/Liderança discorre sobre erros cometidos por grandes executivos como Meg Whitman, do Ebay, Michael Dell e Steve Jobs. Leiam as reportagens na ordem apresentada aqui. Citei a primeira pois serve de base para meu comentário.

Fazendo alusão ao livro e ao que ele propõe, creio que um plano de negócios falho levou a Dell e o Ebay a cometerem equívocos ( em cenários como esse, decisões erradas geram déficits bilionários no fim do mês ) não tanto eventos adversos. Muito menos sorte.

Jobs, inegavelmente, lançou um produto do tamanho da expectativa gerada em torno dele ( tipicamente ), o iPhone. Design incrivelmente inovador, funcionalidades tipicamente “excitantes” aos nossos olhos, porém mesmo produtos excelentes tendem ao desprezo do consumidor quando vão de encontro à conceitos. E conceito de cliente é algo intocável.

A Apple subestimou, desprestigiou** seus consumidores e mostrou que, quando trata-se de alavancar vendas, ela pode ser bem parecida com a empresa do Tio Bill.

Já degustada em outros setores hoje é inegável a força que o conceito de liberdade vem trazendo ao mundo de T.I. E vender um produto amarrado ao fabricante é um pecado cada vez menos admitido por aí. E não foi diferente com a Apple.

Se a tecnologia cresce com a rapidez de uma criança, a liberdade a acompanha com a sabedoria de um monge.

Já pagamos pelo hardware, e está de bom tamanho.

 

**Quanto ao desprestígio, confesso que, dessa mancada eu ainda não tinha sido avisado. Conforme cita revista, em menos de 2 meses os preços dos celulares caíram 200 dólares. As filas e a espera pareciam ter sido em vão.

Para remediar eles deram um bônus aos apressadinhos. Será que funcionou ?

 

 


Inauguração

Written on 27 November 2007 by

Durante algum tempo venho percebendo a pobreza de sites brasileiros quando o assunto é literatura.

“Nunca julgue um livro pela sua capa”. Quem nunca ouviu essa frase ? Na maioria das vezes ela é aplicável mas suas chances de cometer equívocos se multiplicam quando você sai à caça de algo para ler pelo simples fato de …. gostar de ler.

Comprar livros a esmo nem sempre é uma boa ideia e muitas vezes gastamos algum dinheiro apenas para aumentar nossa biblioteca. Não é isso que queremos.

É com esse intuito que nasce o Canto do Leitor , um site onde voce tem acesso aos mais variados títulos da literatura com resumos , opiniões e indicações.

Comente , indique e participe do site. Saia daqui com a certeza de estar comprando um bom livro.


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