O Código dos Justus
15 April 2008
Lá se passaram alguns meses para que eu conseguisse, finalmente, terminar o livro O Código dos Justus de Sam Bourne. Suficientemente infindáveis, as 474 páginas do livro me fizeram pesar pelos quarenta e poucos reais que gastei.
Talvez tenha sido a expectativa gerada em torno do “audacioso” prefácio ou até mesmo do comentário exposto em letras garrafais na capa do livro: “Um livro melhor que O Código Da Vinci… os personagens são mais verossímeis“. Quanta pretensão.
Era de se esperar que a similaridade dos títulos tendessem a atenuar a falta de criatividade do autor. Infelizmente só percebi isto agora.
A história gira em torno de um repórter do New York Times, Will Monroe, que busca reconhecimento dentro do jornal (só pra variar um pouco) . Ao publicar uma matéria sobre um assasinato, Will se vê envolto em uma trama. Ele percebe uma conexão entre o assassinato publicado e outros crimes ocorrendo ao redor do mundo, ao se aprofundar nas investigações, sua mulher é raptada. Até este exato ponto a história me parecia interessante… mas … Will resolve ir atrás de sua esposa.
Dentre as inúmeras qualidades que diferem Dan Brown de Sam Bourne posso citar a mais gritante: falta de detalhes. Todos os atos que fogem ao eixo central da história passam despercebidos e, às vezes, quase sem explicação.
Voltando… com poucas explicações Will consegue encontrar a LanHouse de onde foi enviado o email contendo informações sobre o rapto de sua esposa. Chegando à uma cidade onde mais parece o faroeste, o livro encontra sua parte mais “angustiante”, Will passa por cultos, surras, ameaças e em uma vertente, não menos monótona, os assassinatos ao redor do mundo continuam a ocorrer.
Em alguns poucos minutos de leitura descobre-se o padrão das mortes: morrem pessoas justas. Daí o nome do livro.
No caso de meus comentários terem, por incrível que pareça, despertado o interesse de alguém, não citarei mais detalhes afim de não estragar o fim do livro.
Creio que o demérito está na história, e não no autor. Procurarei outras literaturas dele para desfazer essa primeira impressão.
Fica, então, a indicação ou a “contra-indicação”.
on May 21st, 2008 at 6:25 pm
O título parece interessante, mas com a sua análise não vou nem perder tempo com este livro.
on November 20th, 2008 at 10:28 am
un libro muy interesante y recomendado