As Ruínas
30 November 2007
“Um longo e desesperado grito de horror”. Este foi o comentário feito por, nada mais nada menos. que Stephen King sobre o livro As Ruínas de Scott Smith.
Ao fim da 367a página chego a conclusão que o comentário foi um tanto quanto exagerado.
Deixe-me explicar.
O livro é muito bom, a história muito interessante mas, em se tratando de terror, está longe , por exemplo, de 666 – O Limiar do Inferno de Jay Anson. ( quem sabe ele também gere um novo post )
O livro conta a história de 4 amigos que resolveram viajar à Cancun e lá conhecem o misterioso alemão Mathias, cujo irmão está desaparecido, e um grego que não fala uma palavra sequer de inglês o que torna a história ainda mais agoniante. Leia o livro e saiba o porquê.
Como uma boa história de terror, 2 casais e um desconhecido compõe o “elenco”. Claro que foi uma forçação de barra colocarem um alemão como pseudo-vilão da história, mas as coisas vão mudando com o desenrolar do livro ( não irei estragar nada contando as tramóias do autor).
Após alguns poucos dias os 6 ( o grego resolve unir-se ao grupo ) saem à procura do irmão de Mathias. Horas de caminhada mais tarde, deparam-se com o que será o cenário de toda a ficção. O alto de uma colina cercada por rancheiros maias que não permitem que eles saiam. Tudo fica ainda mais intrigante ( reparem, eu disse: “intrigante” ) quando eles encontram vários corpos de arqueólogos mortos por todo o morro. Um enigma toma conta da história por várias páginas: quem matou toda aquela gente?
Algo parece os observar todo o tempo. Algo irreal.
Tornando seus dias mais difíceis, causando intrigas, acidentes, esse “ser” segue protagonizando os momentos mais tensos e apreensivos do livro.
Entre indas e vindas de suspense, o racionamento de comida e água requinta a infeliz jornada dos jovens.
Muito interessante às vezes. Cansativo outras tantas.
Assim segue o livro: nas prateleiras dos “Mais Vendidos” e despertando o interesse dos aficcionados por um bom suspense.