Promoção Olímpica

Written on 3 August 2008 by

BeijingMuito mais que uma promoção… um desafio”

São anos de preparação. Barreiras sendo quebradas. Dor. Suor.

O planeta Terra, então, torna-se palco de um evento mágico.

Limites são testados e o impossível é deixado pra trás a todo instante.

Dezenas de países, centenas de atletas e um só sonho: Uma medalha olímpica.

E é nesse clima que o Canto do Leitor se une com o Projeto Brasília Beijing e lança: Canto do Leitor - Muito mais que uma promoção… um desafio.

Aqui você fica mais perto de uma medalha. As regras são simples.

Existem 3 níveis: Medalha de Bronze, Prata e Ouro. Todos descritos abaixo. Você pode concorrer em todos os níveis, basta apenas seguir as instruções.

A promoção tem início na data de hoje e termina logo após a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos 2008. Todos os vencedores serão divulgados aqui no blog. Corra! Não perca tempo!

Medalha de Ouro

Medalha de Ouro

Prêmios: 1 livro Criando Campeões de William Douglas e Renato Araújo + 1 livro dentre uma lista de livros (obviamente novos e muito bem rankeados em vendas) + 1 vale livro do Submarino (valor máximo de R$40,00) + Link

Número de vencedores: Um único vencedor.

O desafio. O Canto do Leitor desafia sua capacidade de transmitir sensações. Resenhe o livro que mais te tocou. Aquele que jamais saiu de dentro de você. Ou resenhe um livro que achas que merecesse ser resenhado. Não será avaliado se você segue os padrões de uma RESENHA, apenas se consegue transmitir o que o livro tem a passar. Esse é realmente o ponto mágico de ler: As palavras soam diferente à cada coração. Não se preocupe com o tamanho. Transmita o que está dentro de você.

Envie sua resenha para contato@brunorossi.com.br , no corpo do email escreva seu nome, link e nome do blog, caso tenha um. O blog seŕa também linkado no BlogRoll

Todos os textos pré-selecionados nos farão ler os livros citados para constatar a proximidade à obra real.

Medalha de Prata

Medalha de Prata

Prêmios: 1 livro Criando Campeões de William Douglas e Renato Araújo + 1 livro dentre uma lista de livros (obviamente novos e muito bem rankeados em vendas) + Link

Número de vencedores: Um único vencedor.

As coisas vão dificultando. Queremos ver a sua criatividade. Faça uma frase ou algumas poucas frases sobre literatura e esportes. Tente unir de forma criativa e autêntica esses 2 temas. A coerência entre os temas é importantíssima. Feche os olhos e solte sua imaginaçao!

Você só precisa de “papel e caneta” :). Não é preciso ter um blog. Apenas envie a frase por email.com seu nome e, SE possuir um blog, mande o link que ele também será linkado no Blogroll.

Vale lembrar que o Canto do Leitor possui uma media de quase 40mil acessos semanais. Uma bela propaganda, não ?

Medalha de Bronze

Medalha de Bronze

Prêmios: 3 livros Criando Campeões de William Douglas e Renato Araújo + Link

Número de vencedores: 3 (cada blog vencedor leva um)

Não é preciso tanto esforço para ganhar a medalha de bronze não é? É necessário apenas ter um blog. Ter qualquer pontuação no PageRank, desde que ela exista. (isso apenas para evitar que sejam criados blogs fakes). A promoção deve ser divulgada no blog participante com um texto explicativo, sucinto ou não. O importante é que passe a idéia da promoção. Deve conter este link, apontando para o Canto do Leitor. Assim que o post estiver no ar, deve ser enviado um email para contato@brunorossi.com.br contendo o link e nome do blog e seu nome (caso queira que ele seja divulgado).

Dos 4 blogs sorteados o que melhor apresentar a ideia da promoção será linkado aqui no Blogroll. Seja autêntico, criativo, intenso, simples, exuberante, ou simplesmente… diferente!

Vale lembrar que o Canto do Leitor possui uma média de quase 40 mil acessos semanais. Uma bela propaganda, não ?

 Participe! Para acessar a página da promoção clique no banner acima do post ou clique aqui


As Belas Coisas Que é do Céu Contê-las

Written on 10 July 2008 by

As Belas Coisas   “O silêncio acaba se tornando um casulo, onde só dá para ouvir o eco de nossa própria voz… Senti isso de forma mais intensa nos primeiros dias da mercearia. Ali sozinho, atrás do balcão, era subitamente assaltado pela consciência terrível e assustadora de que tudo que eu havia amado estava perdido ou continuava a viver sem mim, a mais de dez mil quilômetros de distancia, e que tudo que eu possuia aqui não era uma vida, mas uma substituição precariamente construída…” Quando estava lendo este trecho, o avião em que estava, sobrevoava o atlântico a alguns milhares de quilômetros do Brasil. Este trecho escrito por Dinaw Mengestu em As Belas Coisas Que é do Céu Contê-las, me soou profundamente. Eu estava deixando pra trás tudo o que eu mais amo na vida. E é exatamente sobre isso que o livro fala. O título foi inspirado em um trecho de “Inferno” de Dante Alighieri.

E as belas coisas, que é do céu contê-las, por um círculo eu vi no céu profundo; E ali saímos a rever as estrelas.”

Sepha Stephanos, etíope, abandona seu país em busca de uma vida mais digna nos EUA. Alguns anos depois, abre uma mercearia. Embalados e motivados por sonhos otimistas, Sepha e seus 2 amigos, vêem os impiedosos anos passarem. Sua mercearia já não lhe inspira como antes e aos poucos vai lhe mostrando talvez o maior dos ensinamentos da vida. Ela, a vida, só toma um rumo diferente se tiver o seu curso alterado por nós. Se deixarmos, sempre continuaremos a seguir reto. Mas Sepha parece não perceber isso e se entrega a uma profunda tristeza que só termina após conhecer Naomi, uma menina doce e inteligente, que vê nele um pai que ela não teve, e Judith, mãe de Naomi. Está formada a parte mais bonita da história.

Judith desperta o coração já adormecido de Stephanos. Entre raros beijos e muita conversa, ele redescobre um motivo para intensificar seus dias. Sua loja já não se encontra abandonada como antes. As calorosas conversas com Kenneth e Joseph, seus amigos, sobre a política na Africa dão lugar à comentários vagos e distantes. Sepha está encantado com Naomi e apaixonado por Judith.

Porém, no natal, Judith leva Naomi para Connecticut. Era uma viagem sem volta. Sepha perde o chão. E tudo o que havia sonhado enquanto elas ficaram em sua vida se perde em meio à um passado vazio.

Não se preocupem se pareço contar tudo o que o livro trás consigo, Dinaw Mengestu encontrou uma forma muito interessante de dar vida a essa história, que, querendo ou não, é muito parecida com a de muitas outras pessoas. O livro alterna os capítulos entre o passado e o presente. Perto do fim, as histórias se encontram. É mágico.

Leiam e descubram que a solidão nem sempre nos faz bem.

PS: A editora disponibilizou o primeiro capítulo do livro aqui. Vale a pena para os indecisos.


O Livro de Ouro da Liderança

Written on 12 June 2008 by

O Livro de Ouro Da LiderançaJá disse há algum tempo atrás que ler requer predisposição. Bom, eu pelo menos sou assim. Muitas vezes compro livros e espero a hora certa de abri-los. Um livro lido em uma hora inoportuna com certeza não lhe passará tudo o que realmente quer dizer. Foi assim com O Livro de Ouro da Liderança de John C. Maxwell. Oportunamente o li com excesso de euforia, isso é facilmente visto na quantidade de frases sublinhadas por todas as 269 páginas do livro, porém este mesmo excesso não se fez presente ao terminá-lo. Não pela obra em si, que por sinal é excelente, mas porque minha motivação já havia se perdido ao longo da leitura. Independentemente, definiria o livro em alguns poucos adjetivos: empolgante, instigador, objetivo, claro e acima de tudo, autêntico.

Maxwell nos passa credibilidade e motivação a cada frase, engrandece a liderança em sua essência. Todos os conceitos que a envolvem são esmiúçados, cruzando os extremos … do amor ao gerenciamento de seu tempo, do talento necessário à dedicação e principalmente, da auto-confiança ao tão temido “delegar tarefas”. Conceitos aparentemente triviais também são abordados, como entrevistas, contratações e demissões.

Um dos capítulos mais interesantes do livro se intitula: “Não mande patos para uma escola de águias“. É isso mesmo. Estranho? Não até entenderem o significado. Não me considerem um estraga prazeres, vocês sabem que não costumo acabar com a curiosidade de meus leitores, pelo contrário, explicarei o suficiente para que se crie a obrigação de devorar este livro. Voltando, John cita 3 motivos para não mandar patos para escolas de águias:

A liderança está relacionada com a colocação de pessoas certas no lugar certo para alcançar o sucesso. O livro é realmente excelente. Leiam e encontrem o líder que há em você ou leiam e despertem o líder que está tirando uma soneca ai dentro.

Fica aqui minha indicação. Até a próxima.

A motivação é um mistério. Porque algumas pessoas estão sempre motivadas e outras não ? Se quer gente motivada precisa encontrá-las e não motivá-las” John C. Maxwell


Ecce Homo

Written on 4 June 2008 by

Ecce Homo   Pouco me interessavam os filósofos e seus pareceres surreais, ou até mesmo suas aversões aos padrões.

As tediosas aulas de Ética (exatamente ela mesma, a professora de Ética)  me acrescentaram muito. A não-intuitividade da matéria me fazia ler textos de Foucault, Max, Maquiavel e até mesmo ouvir os versos, não tão poéticos, de Chico Buarque (me desculpem seus adoradores). Fato é, que isso desviou minha atenção para alguns pensadores, em especial Nietzsche.Adquiri inicialmente 2 obras: Além do Bem e do Mal e O Anticristo. É dificil compreender a obra sem conhecer o criador.

Foi então que procurei por uma biografia de Nietzsche … não encontrei. Quem melhor que você pra falar de você mesmo ? Comprei Ecce Homo, a autobiografia de Friedrich Nietzsche.
Na utopia que nos é pregada hoje, conceitos que soam com certa maleficidade engrandecem Nietzsche. Isso é percebido ao folhear o sumário do livro. Capítulos como: Porque eu sou tão sabio, Porque eu sou tão inteligente e Porque eu escrevo livros tão bons encabeçam as primeiras páginas de sua obra. Talvez o cultivado excessso de preocupação com a imagem que existe hoje, não permita que livros do tipo apareçam na lista dos 10+ . Talvez ainda esse seja o motivo de não existirem filósofos de tal grandeza hoje. Pelo contrário… nos deparamos hoje com constantes best-sellers de auto-ajuda … o mundo anda tão bonzinho.

O egocentrismo exacerbado do autor é visível a cada capítulo, ou talvez o egocentrismo tenha alguma essência diferente em nossas cabeças hoje. Com um pouco de sensibilidade, literária que seja, conseguimos perceber algumas contradições que indicam (ou não!) certa fragilidade do autor. Ora falando do amor: “o que eu quero da música é que ela seja alegre, serena e profunda como uma tarde de outubro. Que ela seja peculiar, animada, suave como uma mulher pequena e doce, de humildade e graça.”, ora resistindo a ele: “Eu mesmo não quero que nada se torne diferente. Foi assim que vivi. Não tive nenhum desejo. Alguém que , depois de seu quadragésimo quarto ano, ainda pode dizer que jamais se esforçou para alcançar honras, mulheres ou dinheiro….”

Vagando por sua vivência e seus sentimentos, muitas vezes frios mas não menos sábios, Nietzsche descreve trechos de sua vida e dá indicios de sua opinião ao tema principal de suas discussões… a fé.

Obras como Além do Bem e do Mal e O Anticristo enfatizam a fragilidade humana aproveitada “divinamente” pelo cristianismo e é combatendo este princípio que ele diz: “…amor ao próximo, viver para os outros e outras coisas, pode ser a medida de defesa para a manutenção do mais duro dos egocentrismos”.
Ecce Homo, ao contrário de suas outras obras, proporciona uma leitura gostosa, repleta de conceitos que nos fazem refletir e combater o marasmo das premissas que levamos em nossas vidas.

Contestar o que é fato não exige muito esforço, embasar o complexo … é pra poucos.


O Código dos Justus

Written on 15 April 2008 by

O Código dos Justus - Sam Bourne   Lá se passaram alguns meses para que eu conseguisse, finalmente, terminar o livro O Código dos Justus de Sam Bourne. Suficientemente infindáveis, as 474 páginas do livro me fizeram pesar pelos quarenta e poucos reais que gastei.

Talvez tenha sido a expectativa gerada em torno do “audacioso” prefácio ou até mesmo do comentário exposto em letras garrafais na capa do livro: “Um livro melhor que O Código Da Vinci… os personagens são mais verossímeis“. Quanta pretensão.

Era de se esperar que a similaridade dos títulos tendessem a atenuar a falta de criatividade do autor. Infelizmente só percebi isto agora.

A história gira em torno de um repórter do New York Times, Will Monroe, que busca reconhecimento dentro do jornal (só pra variar um pouco) . Ao publicar uma matéria sobre um assasinato, Will se vê envolto em uma trama. Ele percebe uma conexão entre o assassinato publicado e outros crimes ocorrendo ao redor do mundo, ao se aprofundar nas investigações, sua mulher é raptada. Até este exato ponto a história me parecia interessante… mas … Will resolve ir atrás de sua esposa.

Dentre as inúmeras qualidades que diferem Dan Brown de Sam Bourne posso citar a mais gritante: falta de detalhes. Todos os atos que fogem ao eixo central da história passam despercebidos e, às vezes, quase sem explicação.

Voltando… com poucas explicações Will consegue encontrar a LanHouse de onde foi enviado o email contendo informações sobre o rapto de sua esposa. Chegando à uma cidade onde mais parece o faroeste, o livro encontra sua parte mais “angustiante”, Will passa por cultos, surras, ameaças e em uma vertente, não menos monótona, os assassinatos ao redor do mundo continuam a ocorrer.

Em alguns poucos minutos de leitura descobre-se o padrão das mortes: morrem pessoas justas. Daí o nome do livro.

No caso de meus comentários terem, por incrível que pareça, despertado o interesse de alguém, não citarei mais detalhes afim de não estragar o fim do livro.

Creio que o demérito está na história, e não no autor. Procurarei outras literaturas dele para desfazer essa primeira impressão.

Fica, então, a indicação ou a “contra-indicação”.


O Empreendedor

Written on 26 January 2008 by

O Empreendedor - Roberto Justus Muitas coisas envolvem o ato de ler. Você precisa estar predisposto a absorver o que o livro em questão tem a lhe passar, e não duvide: Todo livro tem algo a lhe oferecer. A diferença é: estou disposto a absorver isso agora? Se a resposta for “não”, deixe para ler o livro depois. Muitas experiências passam despercebidas em nossas vidas pelo simples fato de não estarmos prontos à recebê-las. Isso aconteceu comigo. Em um surto de impulsividade (sou mestre nisso) comprei o livro O Empreendedor de Roberto Justus. Devido à algumas desilusões profissionais e incertezas sobre meu futuro não estava tão empolgado para ler o livro e então, o coloquei à mercê da poeira e dos ácaros que vagam por minha estante. Resolvi passar alguns meses vagando por literaturas que me distraíssem mais do que me acrescentassem profissionalmente. Com a virada do ano meu ânimo foi renovado, novos objetivos traçados e com isso adquiri uma imensa vontade de tornar as coisas diferentes em 2008 (creio que eu e mais 6 bilhões de pessoas pensam assim a cada virada de ano). Passadas as festas, comecei a ler O Empreendedor. Confesso que já iniciei a leitura com uma incrível boa vontade, visto que o primeiro livro do Roberto Justus já havia me rendido boas experiências. E, mais uma vez, não me decepcionei. O livro é empolgante do início ao fim. Como de costume, eu sublinho trechos e faço anotações nas páginas que leio. Fazendo a resenha agora, me espantei com a quantidade de rabiscos pelo livro. E não era para menos. São 127 páginas que, se bem lidas, dispensam a leitura de pelo menos 10 livros de sobre liderança (sem exagero algum).

Com a mesma objetividade e clareza demonstradas em seu antecessor, O Empreendedor desmistifica a liderança em sua essência mais temida.

O autor massifica a paixão por todo o livro. Combustível esse, segundo ele, essencial para o sucesso. Sempre citando trechos de sua vida profissional e, as vezes, pessoal, Justus apresenta um modo mais apaixonado de se conseguir tudo o que deseja. Lendo o livro tem-se a impressão de que, quando se é apaixonado pelo que faz, tudo parece simples. Todas as estressantes jornadas de trabalho tornam-se experiências novas e empolgantes. As horas de estudo tornam-se pequenos degraus e a cada dia você se torna um atleta ainda mais preparado para subi-los. Para dar veracidade ao que digo, cito um trecho do livro em que o autor diz: “qualquer uma de minhas diversões sempre foi, também, uma grande fonte de inspiração para o trabalho e meu modo de agir”.

Confesso que de todos os livros que li sobre liderança este foi o que mais me causou impacto. Um impacto imediato. Um vontade inerente de colocar tudo em prática, de mudar o modo como levo várias coisas em minha vida. Bom, poderia escrever um post quilométrico sobre este livro, mas sei que se me empolgar demais acabarei por ultrapassar as 127 páginas do livro. Por isso, resolvi fazer diferente dessa vez. Irei deixar algumas das muitas frases que sublinhei no livro, espero que elas proporcionem em você algo parecido com o que fizeram comigo. Não deixe de ler este livro.

“Para competir é necessário competência. E não pode haver competência sem conteúdo.”

“As pessoas verdadeiramente especiais nunca se conformam com a mesmice e não deixam de acreditar que tudo pode ser diferente.”

“Nunca protele absolutamente nada”

“O grande profissional continua sempre procurando mais trabalho, buscando tarefas adicionais, tornando-se um profissional mais ágil e dinâmico”

E, por fim, minha preferida:

Todo o tempo, enxergue não apenas longe, mas alto: Tente sempre se equiparar com os que estão acima de você.

 

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Construindo uma Vida

Written on 26 January 2008 by

Construindo uma Vida - Roberto Justus Antes de ir desfrutar de minhas férias terminei de ler o livro O Empreendedor de Roberto Justus. Após 10 dias de muita diversão, sentei para escrever a resenha sobre ele. Mas ao reler o que havia escrito percebi que faltava algo. A imagem que eu estava passando sobre o livro talvez não fosse exatamente o que ele me aparentou. Por fim, após várias linhas reescritas, constatei que faltava o embasamento deixado pelo autor em sua primeira obra, Construindo uma Vida, sua autobiografia. Resolvi, então, não colocar o carro à frente dos bois.Construindo uma Vida é um livro que trata da trajetória do empresário Roberto Justus, contada por ele mesmo, como não poderia deixar de ser.

Ganhei o livro de minha namorada há alguns meses atrás e, em poucos dias, meu caderno ( antecessor do Canto do Leitor ) estava repleto de transcrições dele. Para aqueles que assistem o programa apresentado pelo empresário ( O Aprendiz ) e, como muitos, o estereotiparam como egocêntrico e arrogante, leiam este post até o fim.

Quando trata-se do Roberto Justus pós O Aprendiz, egocentrismo e arrogância parecem ter seus conceitos distorcidos. Isso fica claro após a leitura de Construindo uma Vida. Nele o autor discorre sobre suas principais características, o que, com um pouco de analogias, nos leva a enxergar com outros olhos alguns traços de sua personalidade. Diferente de muitos empresários que confundem humildade com gastar alguns reais dando cobertores em abrigos, Justus deixa claro que conhece suas qualidades e as ressalta sempre que possível. E isso nada tem a ver com falta de humildade.

Parto do princípio que todos nós temos algo a acrescentar ao próximo. E quando trata-se de um dos maiores empresários do país isso parece meio óbvio. O livro está repleto de “ensinamentos”, dicas e experiências que fazem com que o leitor economize alguns anos de mercado. Sempre embasando suas decisões, Justus mostra que detalhes sempre fazem a diferença e que informação, paixão e força de vontade são temperos que não devem faltar à vida de quem quer ser visto no mundo dos negócios.

Habilidades literárias à parte, o livro trás consigo um linguagem simples e objetiva. Falar sobre a própria vida as vezes pode ser desastroso. Não para Roberto Justus. Diferente de alguns, ele não passou fome ou precisou de atos menos dignos para vencer. Creio que isso não o torna indigno do sucesso. Pelo contrário. O pai, dono de uma construtora, sempre fez força para que o filho seguisse seus passos. Justus trilhou seu próprio caminho, aproveitando as vantagens e seguindo pelos atalhos proporcionados pela carreira do pai.

Sempre achei que os livros são interpretados de formas diferente à medida que são lidos por pessoas com anseios distintos. Saber interpretar as mensagens de um livro de forma a lhe acrescentar é para poucos, e os que o fazem com maestria adquirem uma experiência única. Construindo uma Vida, além de um relato de uma vida vitoriosa no mundo empresarial, é uma lição. Uma lição a ser interpretada.

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A Menina que Roubava Livros

Written on 7 January 2008 by

A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak Uma sucessão de clichés me levou ao livro A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak. Deixe me explicar. Após algumas idas ao aeroporto de Congonhas, e todos em geral, me perguntei: - Quantos e quantos livros comprados nessas livrarias são lidos apenas o tempo suficiente entre uma escala e outra e esquecidos depois ?. Aposto que muitos. Parece inteligente, diferente, “chique” ler no aeroporto. Claro que não na rodoviária, entre um ônibus e outro, ou à espera de uma consulta, definitivamente não é chique. Bom, algumas coisas não devem ser questionadas. Na minha opinião, ler deve ser algo prazeroso, quando se torna algo “estético” deve ser revisto. Enfim, este não é o intuito do blog. Voltando. Ler no aeroporto, querendo ou não, é um cliché, e resolvi dar volume para tal, mesmo que involuntariamente. Passeei, como de costume, pela livraria li alguns resumos e acabei dando uma olhada no livro A Menina que Roubava Livros, logo atrás a frase: “Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler.”, e aqui minha ida ao encontro do segundo cliché, desta vez um mais específico. Digo isso pois após ler vários comentários na internet pude constatar que quase todo mundo se interessou pelo mesmo motivo no livro. Espero que ao sair daqui você tenha um novo motivo.

Confesso que o livro me surpreendeu. Não por fazer jus à frase citada anteriormente, pelo contrário, acho que ela leva o leitor desavisado a um caminho diferente do qual ele realmente traça, mas sim pela mágica que vem sendo apresentada durante suas 494 páginas (não se assuste, elas voam).

A história, narrada pela própria Morte, fala sobre uma garotinha que a viu 3 vezes. Seu nome é Liesel Meminger. Uma menina de poucos anos que desde cedo aprendeu a sofrer. Vendo, tragicamente, todas as pessoas que amou serem tiradas uma a uma de sua vida ela, então, descobre um refúgio, as palavras.

Liesel após a morte de seu pequeno irmão passa a ser criada por um casal de alemães em um bairro humilde, chamado Molching, em plena Segunda Guerra Mundial. Talvez daí tenha surgido toda a sua dramaticidade. Toda a história da roubadora de livros se passa nesse cenário, entre amizades e um amor incrivelmente grande que ela adquiriu por seus novos pais, duas figuras únicas. De um lado, um homem com um coração que mal cabe em seu peito e exala carinho. Do outro, uma mulher rude, ranzinza mas que, do seu jeito, ama Liesel desde o primeiro instante. Ao decorrer da história percebemos como o amor tem dessas coisas, nutrir amor por uma pessoa que te enche de carinho é tão simples quanto nutri-lo por quem o xinga e lhe trata com rudez. Como disse, “o amor tem dessas coisas”.

As aventuras de Liesel e seu melhor amigo Rude dão dinamicidade ao livro, tornando a leitura muito dinâmica. Seus divertimentos vão desde um simples jogo de futebol ao, preferido de Liesel, furtar livros. O verbo furtar perde completamente seu peso quando falamos da roubadora de livros, digo isso pois seus roubos são inocentes e apenas objetivam acalentar seu coração sofrido. Sim, as palavras nos acalmam.

Quando um judeu (lembrem-se, estamos na II Guerra Mundial) entra na casa dos Hubberman’s é que a história passa realmente a fazer um sentido. Aproximados pelo sofrimento, Liesel e Max, o judeu, fazem com que momentos tão simples e tão cotidianos pareçam algo extraordinariamente maravilhoso. O que nos leva a repensar em coisas que passam despercebidas aos nossos olhos, estes sempre preocupados em fitarem algo grande para se satisfazerem. Esses momentos podem ser exemplificados em todas as vezes que Liesel diz para Max, como o céu está lá fora (Max está escondido no porão) ou nos presentes encontrados na rua pela menina, que enchiam os olhos do pobre judeu de lágrimas.

Ele se vê obrigado a retribuir o presente, e com certeza o faz com grandeza. A pequena garota recebe um caderno intitulado A sacudidora de palavras. Nele, o judeu conta a história da amizade entre eles e mais ainda, fala sobre as palavras e como elas podem mudar o mundo. Repito, na minha opinião, A Menina que Roubava livros fala exatamente disto, o poder das palavras. O poder de matar milhões de pessoas sem sequer tocar em uma arma. O poder de transformar sentimentos. O poder de sonhar. O poder de ser quem você quiser. Ler é tudo.

Aos que já conhecem o poder das palavras, leiam para se encantar. Aos que não conhecem, leiam para se surpreender.

Era alto na cama, e vi a prata por entre suas pálpebras. Sua alma sentou-se. Veio a meu encontro. As almas desse tipo sempre o fazem - as melhores. As que se levantam e dizem: “Sei quem você é e estou pronta. Não que eu queira ir, é claro, mas irei. ” A Morte

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A Noite

Written on 24 December 2007 by

A Noite - Elie WieselNão sou nenhum fã de livros e histórias de guerra, e nem acho que deveria. Porém após algumas indicações de uma professora de Ética que, apesar de inúmeros adjetivos que vão de encontros aos meus, passei a admirar. Talvez por sua cultura ou até mesmo por sua qualidade como professora ( não é pra qualquer um conseguir despertar o interesse de 40 alunos com assuntos como política, senso crítico e blábláblá ). Enfim, me recordo que alguns trechos do livro foram citados em sala, o que despertou minha curiosidade (já perceberam que não preciso de muito para tal?).

Um livro de memórias. Assim eu definiria A Noite de Elie Wiesel, um autor que mais tarde eu descobri ser ganhador do prêmio Nobel da Paz de 1986. Ele retrata horrores nos campos de concentração de Auschwitz e Buchenwald com tamanha emoção, se é que posso chamar assim, que torna o livro não um retrato dos desejos de um louco à frente de um país de zumbis, mas sim de monstros que nós, seres humanos, podemos nos tornar.

O livro retrata a história de um garoto judeu de 14 anos (Wiesel) em meio ao holocausto. Arrancado dos braços de sua mãe e ao lado de seu pai, que cruelmente vai definhando à cada página virada, Wiesel narra uma história cercada de sofrimentos e horrores, hoje inimagináveis, de forma clara, permitindo que o leitor se veja dentro dos campos de concentração.

Toda a trajetória do garoto é narrada, desde os avisos das barbáries nazistas antes da ocupação de sua cidade até os intermináveis meses nos campos de concentração.

A intensidade da leitura se deve à revolta do autor diante dos acontecimentos. Crueldade, fome, humilhação, morte, dor. Talvez essa mesma revolta torne o livro tão marcante.

Por diversas vezes me vi, olhando de cima, imerso em cenas chocantes como, por exemplo, quando ao chegar no campo de concentração Wiesel avista um caminhão, desses cuja a caçamba se move para despejar entulhos, despejando corpos em um imenso forno. Isso mesmo, pessoas! Crianças, mulheres, idosos sendo queimados vivos.

Engana-se quem acha que o livro é mais um conto sobre o nazismo, pelo contrário, este livro é sobre indignação.

Repleto de mensagens subentendidas o livro também tem resquícios do amor, se é que se pode visualizar alguma forma de amor em meio a tanta dor. Quando digo amor me refiro à uma outra faceta do mesmo, a qual se revela existente apenas quando o desespero nos envolve. O amor que existe, mas que não se engrandece. O amor da compaixão. O amor de um pai à beira da morte. O amor de um filho com fome. O amor limitado pelo egoísmo que, não duvide, existe dentro de todos nós.

Excelente leitura, talvez um dos mais terríveis e tristes retratos do holocausto. Indicado àqueles que estão dispostos a reviver o horror imposto ao mundo pelo nazismo ou se emocionar com mais uma história hercúlea.

“Do fundo do espelho, um cadáver me contemplava. Seu olhar nos meus olhos não me deixa mais.” Elie Wiesel


A Estratégia do Oceano Azul

Written on 12 December 2007 by

A Estratégia do Oceano AzulApós elogios açucarados ao livro A Estratégia do Oceano Azul de W.Chan Kim e Renée Mauborgne, na edição 105 da Revista VoceSA, resolvi torná-lo leitura obrigatória.

Nem só de tiros certeiros é feita nossa vida. Deixe-me explicar.

A premissa do livro é excepcional. “Como criar novos mercados e tornar a concorrência irrelevante.”. Os autores são conceituadíssimos no meio. Então, o livro tem tudo pra ser excelente, não? Não!

Apesar da curiosidade e até mesmo da importância do tema, creio que um artigo bastava para explicá-lo de forma maestral.

Mais do mesmo. É isso o que senti ao ler as intermináveis 232 páginas do livro. Os autores tornam o assunto cansativo, o abordando de trás pra frente, de cima pra baixo, frente e verso. A impressão que tive é que, apesar de interessantíssimo, o tema não requer tanto embasamento para ser compreendido. Para comprovar tal, o livro abusa de casos de sucesso, cita exemplos em demasia, dando a entender que as páginas em branco precisavam ser preenchidas de uma forma ou de outra. Enfim, instiga o sono do leitor.

Claro que, como todo livro, ele tem seu lado positivo.

A ideia central do livro gira em torno da estratégia do Oceano Azul. Meio óbvio, não? Usando palavras dos autores, “Os oceanos azuis abrangem todos os setores não existentes hoje. É o espaço de mercado desconhecido.”

Em contrapartida, eles alertam os leitores à existência também dos “oceanos vermelhos”, que representam todos os setores hoje existentes. São espaços de mercado já conhecidos.

A parte dois do livro explica como formular a estratégia e a parte três, como executá-la.

Fica aqui a indicação, senão do livro, da reportagem na VoceS/A acerca do livro.


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